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sábado, dezembro 13, 2008

Adeus Ano Velho

# Fim de ano, época de alegria e confraternização. Festas de repartição, revelação de Amigo Secreto e gulodice consentida nas celebrações familiares. Também é época do balanço anual que fazemos toda vez que dezembro chega. Para começar as listas de melhores de 2008, Goiânia Rock News convidou algumas personalidades do pop nacional que interessa, entre jornalistas, músicos e produtores, para emitir suas opiniões a respeito. Começando, um dos sócios do selo que lançou um dos melhores discos do ano, segundo a humilde opinião deste blog. E além dele, tem muito mais: hoje e até dezembro acabar. Vai vendo.




The Gutter TwinsSaturnalia
Sub Pop

O disco do ano pra mim é o Saturnalia, não sei se é por ter visto os caras fazendo um show brutal de lindo, se a edição em vinil que é foda, ou se é tudo isso... sei que Mark Lanegan e Greg Dulli destruíram, e mostraram que você pode melhorar, com o tempo, o que parecia impossível. Total inspiração para mim nos próximos 10 ou 15 anos! "


Fabrício Nobre é vocalista do MqN e sócio da Monstro Discos





NomoGhost Rock
Ubiquity Records

De uns tempos pra cá os ecos da Nigéria de Fela Kuti, Orlandus Julius e mais uma porção significativa e desconhecida de nomes, voltaram a bater pesado (de forma branca, mas mesmo assim nem um pouco desprovida de swing) mundo afora.

Graças a bandas como Antibalas, The Budos Band, Kokolo e outros nomes que pipocam juntamente com grupos de funk, em sua grande maioria nos EUA, a música que outrora serviu para o protesto de milhares de negrões, agora têm servido pra chacoalhar traseiros. Não é que eu acredite que as coisas melhoraram a ponto de exigir mudanças e, na verdade, eu não sou ninguém pra exigir alguma coisa de alguém, o lance é que o Nomo em 2008 conseguiu aproveitar esses ecos africanos de um modo mais singular que todas essas outras orchestras de afrobeat, funkeiros, calças apertadas ou largas existentes por ai.

Ghost Rock conseguiu criar (forjando funk, jazz, afrobeat, soul e parafernálias eletrônicas) um mundo autêntico, onde tudo que existe é de autoria dos próprios inquilinos. Do material que pavimenta a calçada ao pano que veste a mesa da cozinha, passando pela madeira da porta, o corte e os desenhos que essa tem, as árvores plantadas no quintal, as plantas do jardim e etc. E isso pra mim é o grande motivo da escolha como melhor do ano.

Enquanto a grande maioria ainda insiste em bater em teclas que ficaram sem som, ou falar o que já foi falado, de norte a oeste e até mesmo na Finlândia - graças ao aquecimento global e o pessoal do Rhythm Funk Masters - o coletivo de Michigan se desvinculou do disco anterior, fortemente apegado ao afrobeat, passando por cima do trabalho passado capturando o que houve de bom e transformando em algo mais autoral.


Abdala é DJ residente da festa 5ªTiva





Fleet FoxesFleet Foxes
Sub Pop

Quando fui solicitado para dizer qual seria o melhor álbum de 2008, tentei fugir de duas coisas óbvias: a explosão movida a banda larga da jovem Magalhães e do sucesso a toque de catapulta do CSS, mas por ironia acabei caindo no folk, hype e Sub Pop.

Quando a gente acha que já torceu o folk até sair a última gota de whiskey barato, aparece o Fleet Foxes que consegue dar mais uma desfibrilada no estilo. Vai ser foda assim lá em Seattle.


Valter Resende é produtor do Loaded E-Zine






Por enquanto é isso. Daqui a pouco tem mais

3 comentários:

Natalia Ilha disse...

O meu melhor do ano é o Sou, do Marcelo Camelo, sem dúvida.



de longe...

Márcio Maneiro disse...

E o Chinese Democracy? Onde é que fica?


heheheehh

Ana Karina disse...

ai, ai ai

adoooro listinhas. vo fzr a minha e dpois colo aqui tb ta?


bjim